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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Tribunal aprova contas de 2010 do ex-governador José Roberto Arruda

Relator pedia reprovação; presidente do Tribunal de Contas do DF desempatou.
Outros 3 ex-governadores tiveram contas aprovadas, uma delas com ressalvas.

Do G1 DF


O ex-governador José Roberto Arruda (Foto: Fabio Pozzebom / Ag. Brasil)O ex-governador José Roberto Arruda, em imagem
de arquivo (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

O Tribunal de Contas do Distrito Federal aprovou nesta quinta-feira (28) as contas de 2010 do ex-governador José Roberto Arruda por 4 votos a 3. O relator do processo, o conselheiro Renato Rainha, pedia a rejeição das contas. O voto de desempate foi dado pela presidente da corte, conselheira Marli Vinhadeli.

Os conselheiros aprovaram ainda as contas dos ex-governadores Paulo Octavio e Wilson Lima. Rogério Rosso também teve as contas aprovadas, mas com ressalvas.Os quatro ocuparam a chefia do Executivo do DF após vir à tona as denúncias do suposto esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM.

Em 2010, Arruda ficou 48 dias no governo. Ele foi substituído pelo vice, Paulo Octávio, que renunciou após cinco dias. Em lugar dele assumiu o presidente da Câmara Legislativa, o deputado distrital Wilson Dias (PR), que ficou no cargo entre 23 de fevereiro e 19 de abril.

Dias deixou o cargo para o também deputado distrital Rogério Rosso (PMDB), eleito pela Câmara Legislativa para concluir os oite meses e meio restantes de mandato até a realização das eleições de outubro do ano passado.

O relator do processo no Tribunal de Contas pedia a rejeição das contas de Arruda porque, para ele, o ex-governador teve tempo para suspender contratos suspeitos de irregularidade, investigados pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, desde novembro de 2009.

“Configura omissão o comportamento do governador [Arruda], que deixou de adotar conduta a que tinha obrigação como chefe de Estado. Especialmente o princípio da moralidade não foi respeitado no período”, destacou Renato Rainha.

Ele se baseou em levantamento feito por técnicos do Tribunal para pedir a condenação. Segundo ele, o relatório detectou diversas irregularidades, como pagamento de despesas sem celebração de contrato, uso recorrente de contratos emergenciais, sobrepreço e faturamento e pagamentos por serviços e produtos não prestados.

A condenção das contas também foram sugeridas pelo procurador-geral do Ministério Público, Demóstenes Tres Albuquerque. "Era exigível que o titular do governo atuasse a partir desse momento [ início das investigações], mas foi exatamente aí que ele liberou os pagamentos exigidos", disse, em seu pronuncioamento no Plenário.

A maioria dos conselheiros entendeu, no entanto, que o o ex-governador já havia sido penalizado pelos contratos supostamente irregularres no julgamento das contas do ano anterior, que foram rejeitadas.

O advogado de Arruda, Edson Smaniotto, discordou do parecer do relator e afirmou que os conselheiros estariam votando influenciados pelos indícios apontados na Caixa de Pandora. Ele lembrou também que, até agora, a denúncia não foi apresentada e que o processo aguarda deliberação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

"Essa corte poderia absolver Arruda? Não, porque não tem competência para dispor sobre o caso. Então se não têm competência para dispor a favor, por que irá dispôr contra?", questionou.

A mesma linha de argumentação foi seguida pela conselheira Anilcéia Luzia Machado para aprovar as contas de Arruda. Usando uma matéfora que costuma ser contada ás crianças, a de que "o homem da capa preta" pode persegui-las, Anilcéia disse que eles, como "homens da capa preta" não podiam ser perseguidores.

" O 'homem da capa preta', a polícia, não pode fazer o que quer, porque gosta de A ou B e punir a seu bel prazer. O processo 'dorme' no STJ e aqui estamos nos antecipando e fazendo julgamento de Caixa de Pandora".

Ressalvas para Rosso
Entre as ressalvas nas contas de Rogério Rosso foram apontados a ausência de vários documentos exigidos pelo tribunal, como demonstrativos da dívida flutuante da seguridade social e do resultado fiscal e de repasses à Companhia Energética de Brasília (CEB).

Além disso, o ex-governador teria excluído os recursos do Fundo Constitucional do DF do orçamento e desrespeitado o limite máximo de servidores comissionados no governo e o mínimo de investimentos em cultura.

Por telefone, o ex-governador Rogério Rosso disse que está tranquilo em relação a prestação de contas, pois teria cumprido a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Levantamento do TCDF
Os conselheiros do TCDF votaram com base em um levantamento sobre execução orçamentária e cumprimento dos programas de governo feito por técnicos da casa. De acordo com resultados apresentados na sessão pelo relator Renato Rainha, foram encontradar irregularidades nas áreas de saúde, transporte, educação e equilíbrio fiscal.

Na saúde, por exemplo, foram encontrados problemas graves no Programa de Assistência Farmacêutica. Segundo o TCDF, não haveria controle sobre o estoque, o que provocaria distribuição de medicamentos em duplicidade para alguns pacientes, enquanto outros ficariam sem receber medicamentos que vencem nas prateleiras porque não são encontrados.

Na área fiscal, o Tribunal teria detectado que somente 11 dos 35 fundos especiais registravam execução correta. Além disso, o planejamento do GDF seria inexistente ou "irreal", segundo o procurador-geral Demóstenets Tres Albuquerque.

Um exemplo, segundo ele, é que as metas físicas e financeiras são incompatíveis, ou seja, os recursos destinados para uma área são incompatíveis com os seus projetos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ex-presidente Lula visita mãe de Caetano Veloso na Bahia

Encontro aconteceu na casa de Dona Canô, na cidade de Santo Amaro.
Matriarca dos Veloso preparou receita típica para receber Lula.

Ingrid Maria Machado Do G1 BA


Lula visita Dona Canô na Bahia (Foto: Ingrid Machado/ G1)
Dona Canô mostrou o braço para Lula e comentou que ainda sente dores por causa do tempo que ficou internada em Salvador (Foto: Ingrid Machado/ G1)

O ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva visitou a matriarca da família Veloso, Dona Canô, na cidade de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, na tarde desta quarta-feira (20). O governador da Bahia, Jaques Wagner, acompanhou o colega petista. Dona Canô conversou alguns instantes com Lula e Wagner sem a presença da imprensa e ofereceu a ele uma receita típica da região: frigideira de maturi (castanhas verdes tiradas do caju).

Durante a visita, a matriarca dos Veloso entregou a Lula um projeto de despoluição do rio Subaé, que fica na região do Recôncavo. Ela pediu que o ex-presidente ajude a causa e solicitou ao governador que interfira junto aos ministérios para que o projeto seja realizado.

O ex-presidente e Wagner chegaram à cidade por volta das 14h e entraram pelas portas dos fundos da casa, o que decepcionou parte da comunidade local, que esperava a comitiva na frente da residência de Dona Canô. Mesmo assim, na saída, Lula foi aclamado pelo público, que cantava o hino das suas campanhas políticas "Lula lá, Lula lá".

O ex-presidente e o governador da Bahia deixaram Santo Amaro por volta das 14h30 e vão seguir para Feira de Santana, a 108 km de Salvador, onde devem visitar um hospital da cidade.

Dona Canô

Claudionor Viana Teles Veloso, mais conhecida como dona Canô, tem 103 anos. Ela é mãe dos cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia. No mês de julho a matriarca da família Veloso ficou internada em um hospital de Salvador por uma semana, devido a problemas respiratórios.

sábado, 16 de julho de 2011

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo

‘Limpa’ nos Transportes vai atingir indicado do PT

O afastamento de mais um diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Hideraldo Caron, e do presidente interino da Valec, Felipe Sanches, já foi acertado entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. A decisão foi tomada na tarde de sexta-feira - falta só o ministro escolher quando anuncia esses afastamentos.

Com a saída de Caron, atual diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, e de Sanches, que substituiu José Francisco das Neves, o Juquinha, serão oito os demitidos ou afastados na cúpula dos Transportes. Os mais recentes da lista são o diretor interino José Henrique Sadok - afastado anteontem após o Estado mostrar que sua mulher, dona de uma construtora em Boa Vista (RR), ganhou contratos no valor de R$ 18 milhões com o órgão - e um funcionário terceirizado que agia como lobista do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).

Luiz Antonio Pagot, indicado pelo senador Blairo Maggi (PR-MT) para dirigir o Dnit ainda no governo Lula, em 2007, está formalmente em férias, mas assessores da presidente Dilma dizem que ele não voltará ao cargo. Ontem, após muita insistência dos jornalistas em uma entrevista coletiva, o ministro Paulo Sérgio Passos jogou a responsabilidade da saída definitiva para Dilma. "Ele (Pagot) está em férias. Não posso falar em decisões da presidente", afirmou.

‘Própria carne’

A saída de Caron, militante do PT gaúcho e indicado pelo partido para o Dnit, e de Sanches faz parte da ordem dada pela presidente para que Passos faça "uma limpa" nos Transportes. Em relação a Caron, que controla quase 90% do orçamento do Dnit, o Planalto quer mostrar também que está disposto a "cortar na própria carne". Com base em informações de Pagot, a revista Veja aponta Caron como um diretor do Dnit que se empenhava em viabilizar "estranhos reajustes" de preço de obras. A publicação cita a duplicação da BR-101, no trecho entre Palhoça (SC) e Osório (RS). Teria sido Caron, segundo Pagot, quem sustentou no colegiado do Dnit a necessidade de assinar contratos aditivos com as empreiteiras encarregadas da obra, que teve seu preço elevado em 73% do valor original.

Dilma saberia dessas informações sobre Caron desde sexta-feira, quando se reuniu com Passos. Uma investigação preliminar na Valec também levou a presidente a mandar o ministro afastar Sanches dessa estatal.

Dilma disse a Passos que não quer execrar ninguém e que é preciso agir com equilíbrio, para que não sejam cometidas injustiças. Mas ela também afirmou que não suporta tantas denúncias e suspeições em um único setor do governo e quer que providências sejam tomadas o mais rápido possível.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, decidiu nesta sexta-feira (15) afastar temporariamente José Henrique Sadok de Sá, diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). Sadok estava respondendo pela diretoria-geral do órgão.

O afastamento ocorre após o jornal ''Estado de S.Paulo'' publicar nesta sexta que a construtora da mulher de Sadok teria faturado R$ 18 milhões para fazer obras em rodovias federais entre 2006 e 2011, vinculadas a convênios com o órgão.

O ministério dos Transportes também instituiu uma comissão de processo administrativo disciplinar para apurar os fatos publicados pelo jornal. Além da diretoria executiva, Sadok acumulou o cargo de diretor-geral do Dnit porque o titular, Luiz Antonio Pagot, foi afastado do cargo, mas está oficialmente em férias.

O governo determinou uma série de mudanças no ministério há duas semanas,quando a revista "Veja" publicou reportagem revelando um suposto esquema de superfaturamento em obras envolvendo servidores da pasta. A crise se agravou após suspeitas de que o filho do então ministro dos Transportes tenha enriquecido ilicitamente em razão do cargo do pai.

O diretor afastado do DNIT, José Henrique Sadok (Foto: Wilson Pedrosa /AE)
O diretor afastado do DNIT,
José Henrique Sadok
(Foto: Wilson Pedrosa /AE)

A reportagem de "Veja" relatou que representantes do PR, partido ao qual pertence o ministro Alfredo Nascimento e a maior parte da cúpula do ministério, funcionários da pasta e de órgãos vinculados teriam montado um esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras.

Dilma Rousseff determinou o afastamento da cúpula dos Transportes e, na semana seguinte, o ex-ministro Alfredo Nascimento pediu demissão do cargo. Ele foi substituído por Paulo Passos.

De acordo com o Ministério dos Transportes, Frederico Augusto de Oliveira Dias também foi afastado do Dnit por Paulo Sérgio Passos, após denúncia do jornal "Folha de S.Paulo" de que ele atuaria como assessor da diretoria-geral em reuniões com prefeitos e autoridades, apesar de nunca ter sido nomeado pelo governo.

Segundo o jornal, Frederico Augusto é definido como "boy" pelo diretor afastado do Dnit, Luiz Antonio Pagot, mas possui sala própria e e-mail oficial do órgão. Ainda de acordo com a reportagem, Frederico Augusto é filiado ao PR e foi indicado para o "cargo" pelo deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).

Confira a íntegra da nota:

"O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, decidiu afastar temporariamente o diretor Executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) que estava respondendo pela Diretoria Geral do órgão. Ao mesmo tempo, constituiu Comissão de Processo Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos noticiados pelo jornal Estado de São Paulo, na edição do dia 15 de julho de 2011."

Do G1, em Brasília

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sancionada lei que cria a Região Metropolitana de Feira de Santana

Além de Feira, a RMFS é composta por Amélia Rodrigues, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, São Gonçalo dos Campos e Tanquinho




A Região Metropolitana de Feira de Santana (RMFS) passa a existir oficialmente a partir desta quinta-feira (7). O decreto aprovado pela Assembleia Legislativa no dia 16 de junho foi publicado no Diário Oficial, na forma da Lei Complementar nº 35 de 6 de julho de 2011, e sancionado pelo governador Jaques Wagner.

Além de Feira de Santana, a RMFS é composta por Amélia Rodrigues, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, São Gonçalo dos Campos e Tanquinho. Já as Áreas de Expansão Metropolitana são compostas pelos municípios de Anguera, Antônio Cardoso, Candeal, Coração de Maria, Ipecaetá, Irará, Santa Bárbara, Santanópolis, Serra Preta e Riachão do Jacuípe.

A organização da Região Metropolitana permite uma série de benefícios como a redução do valor da conta telefônica, que passa a ser de ligação local entre as cidades, e a criação do Policiamento Metropolitano, responsável pela cobertura de toda a área sob a inspeção e vigilância do Comando Metropolitano.

O decreto institui ainda que a execução das funções públicas decorrentes se darão de forma compartilhada pelos municípios e o Estado. Além disso, foi criado o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Feira de Santana, composto por um representante de cada município que a integra, por igual número de representantes do Poder Executivo Estadual e por representantes da sociedade civil.

do site: www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/sancionada-lei-que-cria-a-regiao-metropolitana-de-feira-de-santana/

terça-feira, 5 de julho de 2011

PPS pede abertura de inquérito sobre denúncia no Ministério dos Transportes

Gustavo Lima
Rubens Bueno
Rubens Bueno: é fundamental investigar o caso.

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), entregou hoje representação na Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo abertura de inquérito para apurar as denúncias sobre um esquema de cobrança de propina e superfaturamento em obras de rodovias e ferrovias sob a responsabilidade do Ministério dos Transportes. O escândalo, batizado de “mensalão do PR [Partido da República]”, foi denunciado na última edição da revista Veja e levou ao afastamento de integrantes do ministério.

Rubens Bueno lembrou que as denúncias são similares ao esquema do mensalão investigado no primeiro mandato do ex-presidente Lula, que envolvia desvio de dinheiro público para partidos e caixa 2 de campanha. “É fundamental que a Procuradoria Geral da República entre logo no caso e determine a abertura de inquérito, o que colocará a Polícia Federal no encalço dos suspeitos de comandar esse novo mensalão”, afirmou o líder do PPS.

Afastamento
Rubens Bueno criticou a decisão do governo de atribuir ao ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, a responsabilidade por conduzir as investigações do esquema, que envolveria seus subordinados, empreiteiras e consultorias. “O afastamento do ministro seria a melhor alternativa para o esclarecimento completo das denúncias”, disse o deputado, que também defende a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o caso.

Segundo a revista Veja, membros do PR, partido ao qual Nascimento é filiado, recebiam dinheiro em troca da aprovação de aditivos em contratos de obras. A reportagem revela que alguns desses casos já foram alvo de ações do Tribunal de Contas da União (TCU), que detectou sobrepreço e superfaturamento em pelo menos 11 obras.

Sindicância interna
O Ministério dos Transportes determinou na segunda-feira (4) a criação de uma comissão de sindicância que terá prazo de 30 dias para apurar as denúncias. O ministro Alfredo Nascimento também pediu à Controladoria-Geral da União (CGU) que instaure auditoria sobre os contratos citados na reportagem e que conceda apoio ao trabalho da comissão de sindicância, mobilizando inclusive o TCU, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. O ministro disse, ainda, que está à disposição do Congresso Nacional para prestar esclarecimentos.

PSDB e DEM
O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), e o líder do DEM na Casa, Demóstenes Torres (GO), também apresentaram hoje uma representação na PGR pedindo abertura de inquérito para investigar a cúpula do PR e funcionários do Ministério dos Transportes.

Da Redação/PT
Com informações da Agência Brasil

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias

Presidente do Cruzeiro assume lugar de Itamar Franco no Senado

Com a morte do ex-presidente Itamar Franco, senador de Minas Gerais pelo PPS, quem irá assumir a cadeira no Senado é o presidente do Cruzeiro, José Perrella de Oliveira Costa, conhecido como Zezé Perrella. O dirigente, que é filiado ao PDT, era o primeiro suplente de Itamar, eleito pela coligação "Somos Minas Gerais".

Zezé Perrella, empresário rural, apareceu para a política sendo presidente Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados e de Frios de Minas Gerais (Sinduscarne), ainda nos anos 90. Neste meio tempo, em 1995, assumiu pela primeira vez a presidência do Cruzeiro, permanecendo por três mandatos, até 2002, quando foi substituído pelo irmão Alvimar.

Em 1998, ele foi eleito deputado federal pelo antigo PFL (hoje DEM), com a segunda maior votação de Minas Gerais (185.556 votos). Em 2002, tentou o Senado e teve 2.945.103 votos, ficando em quarto lugar, a pouco mais de 600 mil votos de Hélio Costa (PDMB), o segundo mais votado - Eduardo Azeredo (PDSB) também se elegeu na ocasião.

Ainda pelo PFL, Zezé Perrella voltou à política em 2006, sendo eleito deputado estadual, desta vez com votação menos expressiva: 69.148 votos. Voltou à presidência do Cruzeiro em 2008, com maioria esmagadora na eleição do clube: 375 votos a 49.

Com Zezé Perrella na presidência, o Cruzeiro conseguiu boa parte das principais conquistas de sua história, sendo cinco títulos do Campeonato Mineiro (1996, 1997, 1998, 2009 e 2011), dois da Copa do Brasil (1996 e 2000), um da Libertadores (1997), um da Recopa Sul-Americana (1998), dois da Copa Sul-Minas (2001 e 2002), um da Copa Centro-Oeste (1999), uma da Copa Ouro (1995), um da Copa Master da Supercopa (1995) e um do Supercampeonato Mineiro (2002).

A "era Perrella" no Cruzeiro teve ainda as conquistas de um título da Copa do Brasil (2003), um do Brasileirão (2003) e quatro do Campeonato Mineiro (2002, 2003, 2006 e 2008), que vieram sob o comando de Alvimar.

O clube ainda não se pronunciou sobre a permanência ou não de Zezé Perrella na presidência do Cruzeiro.

Estadão


domingo, 3 de julho de 2011



O corpo do ex-presidente e senador Itamar Franco deverá ser transferido de Juiz de Fora (MG) para Belo Horizonte (MG) na manhã desta segunda-feira (4), informou neste domingo a Polícia Militar.

De acordo com a PM, um carro aberto do Corpo de Bombeiros levará o caixão que está na Câmara Municipal de Juiz de Fora, onde o corpo é velado desde a manhã deste domingo (3), até o aeroporto de Juiz de Fora rumo a Belo Horizonte, no aeroporto da Pampulha.

Itamar Franco morreu aos 81 anos neste sábado (2), em São Paulo.

Nota divulgada pelo Hospital Albert Einstein informou que o ex-presidente sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) na UTI, onde estava sendo tratado de uma pneumonia decorrente de uma leucemia aguda, e morreu às 10h15 de sábado.

Segundo velório
Na segunda-feira, Itamar Franco terá um segundo velório no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro. A assessoria do Palácio do Planalto informou na manhã deste domingo que a presidente Dilma Rousseff irá a Belo Horizonte na manhã de segunda para acompanhar o velório. Segundo a assessoria, o avião da presidente deve partir de Brasília por volta de 9h30.

Embarcam com a presidente para Belo Horizonte (MG) a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

De acordo com a assessoria de imprensa do senador, o corpo de Itamar deverá ser levado no fim da segunda-feira para Contagem (MG) onde será cremado, atendendo a um desejo do ex-presidente.

As filhas do ex-presidente Itamar Franco, Georgiana e Fabiana, acompanham seu velório na Câmara Municipal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, neste domingo (3). (Foto: Mister Shadow/Agência Estado)As filhas do ex-presidente Itamar Franco, Georgiana e Fabiana, acompanham seu velório na Câmara Municipal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, neste domingo (3). (Foto: Mister Shadow/Agência Estado)

Visitantes e culto ecumênico
Ainda de acordo com a PM, cerca de 35 mil pessoas já passaram pelo velório em Juiz de Fora até a noite deste domingo. Segundo o Major Justino, da PM de Minas Gerais, foram mobilizados 780 policiais militares para reforçar a segurança durante o velório.

Os visitantes ainda formavam fila para ver o caixão de Itamar por volta das 17h40, embora o volume de pessoas já fosse menor em relação ao movimento registrado durante a manhã.

Por volta das 16h30, teve início um culto ecumênico que durou cerca de meia hora. Familiares de amigos se emocionaram durante a cerimônia, que foi conduzida pelo Monsenhor Miguel Falabella de Castro, católico, pelo pastor Carlos Bonifácio, membro da Igreja Universal do Reino de Deus e vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Juiz de Fora. A cerimônia terminou com a oração do Pai Nosso.

A multidão que o aguardava desde cedo aplaudiu a chegada do corpo, às 11h15 deste domingo (3). Por volta das 11h30, a Câmara foi fechada por cerca de 30 minutos para uma cerimônia restrita a parentes e amigos próximos. Depois o público que estava do lado de fora, em fila, pôde entrar para dar adeus ao político. Ele foi prefeito da cidade por dois mandatos, entre 1966 e 1974.

Às 12h15 chegaram à Câmara o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, José Sarney, o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello, o vice-presidente, Michel Temer, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, além dos senadores Pedro Simon, Lindeberg Farias, Romero Jucá, Agripino Maia e Renan Calheiros, entre outros políticos. Lula foi aplaudido e Collor, vaiado. Todos deixaram o local por volta das 12h50.

Homenagens
Michel Temer falou a respeito de Itamar aos jornalistas. “O Itamar deixa um exemplo de dignidade e um exemplo de coerência ao longo da vida tanto no meio administrativo como político. Ele foi o presidente de um dos atos mais importantes do país. Controlou a inflação, teve a coragem de lançar o Plano Real e manter o Brasil nos trilhos de uma boa economia”, disse.

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, relembrou os meses de campanha eleitoral que fez ao lado de Itamar nas últimas eleições de 2010 para governador e senador, respectivamente. “Pude apreender com ele, com seus aconselhamentos de natureza ética, de probidade, de respeito e de sensibilidade social. Temos o dever de seguir o seu exemplo e de se inspirar em sua conduta. Ele foi um homem cuja autoridade moral cuja respeitabilidade estiveram ao longo destes anos todos a serviço de Minas Gerais e do Brasil.”

Henrique Hargreaves, ministro-chefe da Casa Civil de Itamar, também esteve no velório. “Ele é uma ausência que não preenche lacunas. Ele fez parte de um grupo pequeno que quando falta faz falta. Ele é um amigo. Minha relação com ele era muito maior que isso, mas ele foi um grande homem, principalmente por honrar a ética, honestidade e probidade”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, lembrou que sempre que encontrava com Itamar pelos corredores do Congresso o ex-presidente comentava sobre os projetos que tinha para o Senado. “Ele deixa o legado do enorme político que amava o Brasil e seu povo e ao mesmo tempo tinha o sentimento de proteção e defesa de interesses do Brasil em todas as circunstâncias. Ele era um nacionalista nato.”

Trajeto até Juiz de Fora
O avião da Força Aérea Brasileira com o corpo de Itamar, que morreu no sábado (2), aos 81 anos, chegou à cidade às 10h25. A aeronave decolou do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 9h15. No aeroporto da cidade mineira aguardavam a chegada do avião as filhas de Itamar, Fabiana e Georgiana, o senador Aécio Neves, o governador Antonio Anastasia e o prefeito de Juiz de Fora, Custódio Matos.

O caixão com o corpo do ex-presidente foi coberto com as bandeiras do Brasil e de Minas Gerais e colocado no caminhão do Corpo de Bombeiros por volta das 10h45. O veículo saiu do aeroporto às 10h50 para seguir em cortejo pelas principais ruas de Juiz de Fora.

O corpo do ex-presidente deixou o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, às 7h30, e chegou ao aeroporto de Congonhas por volta das 7h50.

Integrantes das Forças Armadas aguardaram enfileirados em Congonhas, ao lado do avião Força Aérea Brasileira, para receber o corpo. Um tapete vermelho foi estendido no chão. O corpo do senador e ex-presidente foi recebido às 8h45 com honras militares de chefe de Estado pelos integrantes da Aeronáutica, que o conduziram e o colocaram no avião às 8h50.



Tássia Thum Do G1, em Juiz de Fora